

Chefchaouen ou Xexuão, a cidade azul. Também conhecida pelos portuguêses como Barraxe ou Barraxá, é uma cidade do norte do Marrocos, situada nos contrafortes das montanhas do Rife, a 55 km ao sul de Tetuão, e corresponde a capital da província de homónima, a qual faz parte da região de Tânger. A cidade foi fundada em 1471 e povoada povoada inicialmente por exilados muçulmanos e judeus do Al-Andalus, que quer dizer Espanha muçulmana. Foi fundada por Mulei Ali Ibn Rachid, que foi o seu primeiro alcaide, denominação que designava um antigo governador de castelo, província ou comarca, com jurisdição civil e militar. Mulei Ali Ibn Rachid construiu uma pequena fortaleza no local, existente até os dias atuais, com o objetivo de combater o avanço dos portugueses em Marrocos, que já haviam adentrado nas cidades de Arzila e Tânger. O nome da cidade significa "os chifres", em razão da existência de dois picos que ladeiam a cidade. Trata-se de uma cidade sagrada, pois alí encontra-se o túmulo de Moulay Abdeslam Ben Mchich Alami, que viveu de 1140 a 1227, e é considerado o santo padroeiro da região de Jebala, região histórica e cultural do norte de Marrocos que se estende desde Tânger, ao norte, até o rio Uarga, ao sul, e onde situa-se a cidade. Dali partiram muitos exércitos para combater os portugueses que haviam se estabelecido no norte do Marrocos, durante os séculos XIV e XV. Sua estrutura lembra muito as povoações andaluzes, com ruelas estreitas de traçado irregular e casas caiadas de branco, em muitos casos, com tonalidades azuladas. Xexuão teve fama de ser interdita a não muçulmanos, apesar de nela viverem muitos judeus. É considerado um dos "quatro pilares do Islão"[4] e diz-se que sete visitas ao túmulo de Moulay Abdeslam Ben Mchich Alami em anos consecutivos equivalem a uma peregrinação a Meca. Forasteiros não muçulmanos não eram bem vindos até o século XX, e eram condenados a morte se visitassem a cidade, especialmente os cristãos. Mais recentemente, foi uma importante base militar dos espanhóis, durante a ocupação espanhola do Marrocos, sob o regime do protetorado espanhol. A cor azul de suas casas vem do povo judeu que ali se estabeleceu desde o século XV, fugindo da inquisição espanhola. Como parte de uma tradição, eles pintavam as casas como um lembrete de que Deus e o céu estão acima de tudo. De clima mediterrânico, frio e chuvoso no inverno e seco e temperado a quente no verão, apresenta oscilações de temperaturas negativas a 40°C. Desde 2010, Xexuão passou a estar inscrita na lista de património cultural imaterial da humanidade, e abriga uma mistura de cultura rica no ramo da tapeçaria, onde pois mistura a cultura berbere (as mais coloridas), judaica e de muçulmanos de outras partes do mundo, e até mesmo dos mouros exilados que permaneceram por lá. Esta é Chefchaouen, no Marrocos. Mais um dos Lugares do Mundo.
https://www.youtube.com/watch?v=HvIg--JGnQg
https://www.youtube.com/watch?v=X6W1VVQFFno
https://www.youtube.com/watch?v=dQnN4ukUKuA
https://www.youtube.com/watch?v=J-VA6wF8W80
https://www.youtube.com/watch?v=SJtxDKw-ljs
https://www.youtube.com/watch?v=sLIlpDTKS1M
https://www.youtube.com/watch?v=AtPyMlxF_OQ
https://www.youtube.com/watch?v=PpLrlVUcWYI
https://www.youtube.com/watch?v=U3tI14jxrAg
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